segunda-feira, 27 de junho de 2022

Coluna desta segunda-feira - 27/06/2022

 

A disputa pela imagem do ex-presidente Lula segue esquentando em Pernambuco, um dos redutos eleitorais mais importantes do petista. Danilo Cabral, do PSB, é o candidato oficial de Lula, mas Marília Arraes, do Solidariedade, segue pedindo votos e colando sua imagem com o petista. Lula, em entrevista ao Geraldo Freire, já disse que não vai se opor ao uso de sua imagem pela ex-petista. 

Mas o PSB não quer deixar isso barato, e o PT, que indicou Teresa Leitão na chapa com Danilo, já prometeu punir quem apoiar Marília. Quando relembramos eleições passadas, vemos que a postura do PT é estranha, quando não dizer, oportunista. Vamos aos fatos:

Quando Paulo Câmara, do PSB, se elegeu governador pela primeira vez, o discurso era completamente antipetista. Naquele pleito Paulo teve apoio de partidos como PSDB, DEM, PMDB e PPS, cujos diretórios estaduais claramente marchavam contra o PT. Foi uma eleição atípica onde pudemos ver nome como Mendonça Filho e a comunista Luciana Santos dividindo um mesmo palanque. O acirramento chegou a tal ponto que com a trágica morte de Eduardo Campos, houveram pichações pelo estado que alegavam que o "PT matou Eduardo". Enquanto isso, Marília, mesmo sendo na época filiada ao PSB, contrariou o partido e apoiou o adversário Armando Monteiro, do PTB, que tinha apoio do PT e do PDT. No segundo turno daquela eleição, Marília apoiou Dilma, e o PSB abraçou Aécio.

Dois anos se passaram, e veio o impeachment de Dilma. Enquanto Marília apoiava a então presidente, o PSB votou maciçamente pela queda da petista, inclusive tendo papel importante na queda de Dilma, uma vez que se os socialistas tivessem votado a favor dela, o impeachment teria sido arquivado. Nas eleições municipais passadas, em que Marília, então no PT, disputou contra João Campos, do PSB, ficou claro o antagonismo dos socialistas contra os petistas. 

O PSB quer se unir ao Lula e ter apoio para eleger seu candidato, mas fica mais difícil entender a atitude do PT, que agora exalta quem era seu inimigo e demoniza aquela que sempre foi sua aliada até nos momentos mais difíceis. 

Raquel e Miguel - Cresce a pressão para que Miguel Coelho e Raquel Lyra formalizem uma união, tendo em vista a entrada de Marília Arraes na disputa. Antes de Marília entrar, Raquel liderava e Miguel era mais competitivo. Agora, Marília lidera, Raquel fica em segundo e Miguel perdeu mais força. Para eles, ou é união, ou dar a eleição de graça para Marília. 

Anderson colado com Bolsonaro - a política, especialmente em Pernambuco, é muito dinâmica. Antes, acreditava-se que Bolsonaro apoiaria Gilson para o Governo, ou senão, haveria uma aliança com Miguel, que foi isolado na época por Raquel e Anderson, que andavam juntos no movimento Levanta Pernambuco. Foi Bolsonaro entrar no PL que mudou tudo: Anderson largou Raquel e se tornou candidato bolsonarista, e Raquel e Miguel agora sendo obrigados a conversar. 

Pergunta - das eleições de oito anos atrás pra cá, quem mudou: o PT ou o PSB?

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